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beautyandterrordance:

"The poor and the underclass are growing. Racial justice and human rights are non-existent. They have created a repressive society and we are their unwitting accomplices." - They Live (1988), via vintagegal.

Conform.

(via just-lovee-music)

Source : vintagegal
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jellobiafrasays:

 education for critical consciousness (1974 ed.)

Source : jellobiafrasays
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nevver:

Calvin and Hobbes
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cabrochette:

4. don’t ever do it again. :)

Nunca contrarie um Beatle.

Source : cabrochette
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pisandoemovos:

O Globo, 26 de Dezembro de 2009, Caderno Prosa & Verso

OBITUÁRIO

Paralelos.org

* 2003 + 2009

Augusto Sales

Num passado nem tão distante, quando uma revista era descontinuada, suas edições poderiam ser encontradas com algum esforço em sebos, bibliotecas, acervos e coleções privadas. Hoje, com a disseminação de publicações na internet, a história é bem diferente. Revistas eletrônicas, como websites que são, podem simplesmente deixar de existir de um dia para o outro sem deixar rastro. Seus arquivos podem facilmente ser apagados, e em questão de minutos desaparecem do alcance dos leitores e curiosos.

No começo de agosto, o servidor da revista literária “Paralelos.
org” informou o desaparecimento (até onde se sabe irreversível) de todos seus arquivos.

Com eles, se perderam aproximadamente mil textos de mais de 250 autores que colaboraram como site desde sua criação, em outubro de 2003, fazendo dele uma das principais vitrines da produção dos autores brasileiros surgidos no começo do século XXI. No acervo, estavam contos, poemas e ensaios de escritores então inéditos, hoje publicados e (em alguns casos) já premiados, como Ana Paula Maia, Antonia Pellegrino, Tatiana Salem Levy, Cecilia Giannetti, Flávio Izhaki, Bruna Beber, Christiane Tassis, Antonio Dutra, Vanessa Barbara, Emilio Fraia, Carol Bensimon; e também de autores que acabavam de lançar seus primeiros livros, como João Paulo Cuenca, Mariel Reis, Paulo Scott, Paloma Vidal, Leandro Salgueirinho.

— “Paralelos” representou para mim a possibilidade de escrever, mas acho que como um todo foi um laboratório de textos, convívio e emoções; antes de tudo democrático e surpreendentemente nacional. Foi a globalização da jovem escrita brasileira — diz Antonio Dutra, autor do romance “Dias de Faulkner” (Imesp), que recebeu o Prêmio Meet 2008, da Casa dos Escritores de Saint-Nazaire, França.
O Projeto Paralelos, como foi chamado inicialmente, nasceu no fim de 2002 com um pequeno grupo formado basicamente por escritores e jornalistas que se reuniram para discutir — sem academicismos — a literatura que estava sendo escrita no início da década. Daí começou um movimento de articulação de novíssimos autores nascidos ou radicados no Rio de Janeiro, que buscaram despertar seus pares para uma espécie de “retomada” da cena literária carioca, até então uma coadjuvante tímida da onda de renovação literária brasileira neste início de século — “a mais importante que o Brasil vive desde os anos 70”, segundo o escritor Sérgio Sant’Anna.

Tínhamos a percepção de que a década anterior havia sido uma espécie de década perdida para a prosa na cidade — os paulistas eram maioria na chamada “Geração 90”.

Assim nascia a ideia de “Paralelos.org”, primeira etapa do projeto, uma revista eletrônica que serviria para promover a nova literatura nacional, a partir do Rio de Janeiro.

Como “o consultor” do grupo (além da literatura, trabalho com consultoria em fusões e aquisições), coube a mim montar, a partir das discussões, um projeto detalhado com a nossa visão, justificativa da iniciativa, objetivos, conceito da revista eletrônica (“Paralelos.org”), nomes de escritores que estávamos descobrindo, dentre outras coisas.

— Planejávamos uma segunda etapa, que viria a ser uma publicação em papel, uma espécie de revista-livro, com uma amostra dos autores publicados no site em três volumes: contos, crônicas e poesia — conta Jaime Gonçalves Filho, um dos fundadores.

O grupo empreendeu uma varredura em sites, blogs e indagou a um grande número de editores, jornalistas, escritores, críticos, acadêmicos e estudantes buscando nomes novos, partindo ao encontro de seus pares pelo Brasil, chegando a figuras comoJorge Cardoso (“Mal pela raiz”, editora Baleia, 2004), carioca então inédito que reside no norte da Suécia.

Levamos o projeto a Martha Ribas, da editora Casa da Palavra, que não costumava publicar literatura contemporânea. A editora se entusiasmou pela ideia e conseguiu encaixar “Paralelos” na programação da Primavera dos Livros de 2003.

A diagramadora Mariana Newlands (que hoje assina várias capas de livros de grandes editoras nacionais) e o programador Nando Pereira deram cara ao site e a primeira edição de “Paralelos” foi ao ar às 17h30m do dia 18 de outubro daquele ano, quando ao mesmo tempo o grupo participava do lançamento oficial na Primavera dos Livros, realizada no Armazém do Rio, no Cais do Porto.

O evento conseguiu atrair um bom número de escribas cariocas que até então engavetavam seus textos, como Flávio Izhaki (“De cabeça baixa”, Guarda-chuva, 2008): — Soube que o site seria lançado na Primavera do Livros e fui ao evento. Fiquei olhando para os autores, escutando as leituras, feliz por existirem pessoas que, como eu, então com 23 anos, eram jovens e tinham interesse em literatura. Hoje em dia, com a proliferação dos blogs, Twitter e afins fica fácil esquecer quão escondidos estávamos.

Um dos autores, cujo nome não importa, leu um trecho longuíssimo e inspirou uma grande série de bocejos na plateia.

Escrevi um textinho justamente sobre isso e mandei para o site. Lembro que me responderam que tinham gostado e publicariam.

Passado alguns dias me encomendaram um conto sobre réveillon para um especial que estavam preparando.

Foi meu primeiro conto na “Paralelos”.

Lembro que aquilo foi importante para mim, os comentários positivos, a repercussão no nosso micro mundinho.

Depois dele escrevi alguns outros para o site, além de resenhas, entrevistas etc.

Logo de saída, resolvemos que o site não serviria apenas para esvaziar gavetas (um dos nossos motes), mas também para estimular uma nova produção. Textos engavetados ou escritos por encomenda eram publicados em edições com temas específicos ou desafios como o de contar uma história em até 300 toques — isso tudo muito antes do Twitter e da antologia “Os cem menores contos brasileiros do século”, organizada por Marcelino Freire.

— Essas séries especiais talvez tenham sido precursoras das várias antologias temáticas lançadas nos últimos anos — diz o escritor Marcelo Moutinho.

As dezenas de textos que chegavam por mês circulavam nas caixas de e-mail do conselho editorial da revista. O pessoal então discutia quais colaborações deveriam ou não entrar, já vislumbrando quem teria potencial para mais tarde figurar na revista-livro. Tentava-se fazer uma seleção criteriosa dos textos, o que, creio eu, acabou por conferir reputação para que “Paralelos” ganhasse as páginas de alguns dos principais jornais do país, e se tornasse objeto de pesquisa de teses, monografias e trabalhos de conclusão. O jornalista Joaquim Ferreira dos Santos incluiu, no livro “As cem melhores crônicas brasileiras”, o texto “Pro Beleléo”, publicado originalmente em “Paralelos” pelo escritor André Sant’Anna como um editorial para um especial temático sobre São Paulo.

Esta é uma das poucas referências nesta antologia que não saiu de um livro, mas de uma publicação eletrônica.

— Todo mundo queria colaborar com o “Paralelos”; ter um texto publicado lá era uma espécie de “selo de qualidade”. Esse foi o principal motivo que me levou a querer colaborar com o site. Não foi fácil, não foi rápido, mas valeu a pena não desistir: durante as várias tentativas e negativas, conheci pessoas que escreviam para lá e fiz amigos com os quais mantenho contato até hoje — conta Rafael Rodrigues, hoje editor do site Digestivo Cultural.

Paralelos criou várias oportunidades para os autores que participaram da iniciativa. Em 2004, em conjunto com a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), promoveu uma oficina literária vinculada a uma bolsa de criação (a única distribuída pelo evento até hoje) para dois participantes selecionados. No mesmo ano a TV Globo convidou os participantes da oficina literária, além de autores recomendados que tivessem publicado em “Paralelos”, para uma seleção de roteiristas. No final de 2004, a editora Agir publicou “Paralelos — 17 contos da nova literatura”, que reuniu textos de Antonia Pellegrino, Augusto Sales, Cecilia Giannetti, Crib Tanaka, Flavio Izhaki, Francisco Slade, Gustavo de Almeida, João Paulo Cuenca, Jorge Cardoso, Jorge Rocha, Leandro Salgueirinho, Mara Coradello, Mariel Reis, Paloma Vidal, Pedro Süssekind, Simone Paterman e Tatiana Salem Levy, representando um “recorte” do trabalho daquela primeira geração de novos autores.

Em 2005, “Paralelos” ganhou uma versão em formato blog no site do GLOBO para cobrir a Bienal do Livro do Rio, permanecendo no rol de blogs do jornal até hoje.

“Paralelos.org” foi encontrado morto no dia 7 de agosto de 2009, possivelmente, segundo a empresa que hospedava o site, por conta da ação de hackers ou sabotagem deliberada de alguém que possuía a senha de acesso ao servidor (FTP). Todo seu conteúdo foi apagado. No dia 13 a empresa informou por e-mail que “infelizmente não existem meios para recuperar os dados. Se existisse alguma possibilidade com certeza já teríamos feito”.

Apesar de todo sucesso, “Paralelos” nunca recebeu um centavo de ajuda do governo, empresas estatais ou privadas. Como um kibutz, tudo fluía de forma voluntária e colaborativa, inclusive os custos de hospedagem do site.

Além dos 17 autores publicados na revista-livro, ainda fizeram parte do conselho editorial, serviram como correspondentes ou foram colaboradores fixos Alessandro Garcia, Alexandre Nix, Ana Beatriz Guerra, André Mansur, Antonio Dutra, Claudinei Vieira, Christiane Tassis, Delfin, Izabela Domingues, Marcelo Barbão, Marcelo Benvenutti, Paulo Scott, Rafael Lima, Rafael Rodrigues, Ronize Aline, Sônia Oliveira Pinto, Vinícius Martinelli Jatobá. Jaime Gonçalves Filho foi coeditor de “Paralelos”.

AUGUSTO SALES é escritor e um dos fundadores da revista literária “Paralelos.org”

“Fiquei olhando para os autores, escutando as leituras, feliz por existirem pessoas que, como eu, então com 23 anos, eram jovens e tinham interesse em literatura.” Flávio Izhaki autor de “De cabeça baixa”

“Planejávamos uma segunda etapa, que viria a ser uma publicação em papel, uma revista-livro, com uma amostra dos autores publicados no site.” Jaime Gonçalves Filho, um dos fundadores do Paralelos

“Paralelos representou para mim a possibilidade de escrever, mas acho que como um todo foi um laboratório de textos, convívio e emoções. Foi a globalização da jovem escrita brasileira.” Antonio Dutra, autor de “Dias de Faulkner”

“Essas séries especiais (do site) talvez tenham sido precursoras das várias antologias temáticas lançadas nos últimos anos.” Marcelo Moutinho, autor de “Somos todos iguais nesta noite”

Outros depoimnentos podem ser encontrados em http://oglobo.globo.com/blogs/paralelos

Source : pisandoemovos
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Victor Ambrus, o ilustrador húngaro que é o preferido de Ben Templesmith (30 Dias de Noite, Fell). Note a beleza da composição, as cores bonitas e, claro, a bandeira húngara denunciando a origem do artista.

Primeiro presente de natal aos meus poucos seguidores.

Source : farm4.static.flickr.com
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Nada como os Tyrrell de seis rodas, os carros de corrida mais incríveis já fabricados!

Source : colunistas.ig.com.br
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Agora é com você, Silvio!

Agora é com você, Silvio!

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Os homenzinhos do andar de cima continuam trabalhando, e muito. Eis o motivo do meu sumiço temporário.

Estarei de volta daqui a 20 minutos no futuro.

Source : likecool.com
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Tenho certeza que já conheci mulheres com estes pés.

Tenho certeza que já conheci mulheres com estes pés.

Source : images.quickblogcast.com
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Para mulheres fatais.

Para mulheres fatais.

Source : forladiesbyladies.com
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Um jeito fácil de nunca mais quebrar o salto. Como não pensaram nisso antes?>

Um jeito fácil de nunca mais quebrar o salto. Como não pensaram nisso antes?>

Source : forladiesbyladies.com